terça-feira, março 25, 2008

 

Tarde demais para esquecer



Depois de falar de alguns remakes americanos de filmes estrangeiros (no post anterior), lembrei-me que os americanos fazem também remakes de seus próprios filmes, quando não uma, duas vezes.
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Isto aconteceu com o inesquecível “Tarde demais para esquecer” [An affair to remember, 1957, direção de: Leo McCarey, com Cary Grant & Deborah Kerr], refilmagem, do mesmo diretor, de “Duas vidas” [Love affair, 1939, com Charles Boyer & Irene Dunne], que teve ainda uma nova roupagem em “Love affair – Segredos do coração” [Love affair, 1994, direção de: Glenn Gordon Caron, com Warren Beatty, Annette Bening & Katharine Hepburn]. Quem assistiu à comédia romântica “Sintonia de amor”, [Sleepless in Seattle, 1993, direção de: Nora Ephron, com Tom Hanks, Meg Ryan & Ross Malinger] pôde ver referências constantes à trilha sonora e ao filme An affair to remember.
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Nat King Cole gravou a canção título da segunda versão deste clássico. Gravou também Sturdust, usada na ótima trilha sonora de Sleepless in Seattle. Jimmy Durante (qu’eu jurava ser a voz de Louis Armstrong) canta a deliciosa canção final deste filme, que acaba, alusão à An affair to remember, no Empire State Building, em Nova York.


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An affair to remember
(Harry Warren, Harold Adamson & Leo McCarey)

Our love affair is a wondrous thing
That we'll rejoice in remembering
Our love was born with our first embrace
And a page was torn out of time and space

Our love affair, may it always be
A flame to burn through eternity
So take my hand with a fervent prayer
That we may live and we may share
A love affair to remember
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Stardust
(Hoagy Carmichael & Mitchell Parish)


And now the purple dusk of twilight time
Steals across the meadows of my heart
High up in the sky the little stars climb
Always reminding me that were apart

You wander down the lane and far away
Leaving me a song that will not die
Love is now the stardust of yesterday
The music of the years gone by

Sometimes I wonder why I spend
The lonely night dreaming of a song
The melody haunts my reverie
And I am once again with you
When our love was new
And each kiss an inspiration
But that was long ago
Now my consolation
Is in the stardust of a song

Beside a garden wall
When stars are bright
You are in my arms
The nightingale tells his fairy tale
A paradise where roses bloom
Though I dream in vain
In my heart it will remain
My stardust melody
The memory of loves refrain
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Make someone happy
(Betty Comden, Adolph Green & Jule Styne)

It's so important
To make someone happy
Make just one someone happy
Make just one heart the heart you sing to
One smile that cheers you
One face that lights when it nears you
One girl you're ev'rything to

Fame if you win it
Comes and goes in a minute
Where's the real stuff in life to cling to?
Love is the answer
Someone to love is the answer
Once you've found her, build your world around her
Make someone happy
Make just one someone happy
And you will be happy, too
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Comments:
oi Clé, sempre tenho à mão algumas destas maravilhas. Meus filhos adolescentes as vezes torcem os narizes e ai eu cutuco: pouco provável que depois de 50 anos essas músicas atuais sejam lembradas. Graças, que as coisas ruins e fracas são rapidamente esquecidas. Bjs Grazi
 
Querida Clélia,estou aqui com o coração aos pulos ouvindo esse presente que vc deu aos leitores: a voz deslumbrante do Nat King Cole.Nossa,nem vou tentar escolher palavras,porque não vou achar nada adequado.Só "uau".
Gente,ainda quando dou uma de durona,tenho que admitir...sou uma romântica incurável.
No filme do Tom Hanks,as várias citações ao seu filme querido são maravilhosas...e muitas vezes hilárias.Eu adorei.
grande beijo.
 
Pois é, Grazi, o que é bom fica pra sempre...

bjo,
Clé
 
Vivien,

Também sou uma romântica incurável!

Assisti a este filme ainda jovem, revi zilhões de vezes e sempre me emociono. A versão com Warren Beatty & Annette Bening, apesar da presença de Katherine Hepburn, não tem o mesmo charme da anterior. Li que a 1ª ainda supera a 2ª, mas isso eu não sei, pois não a vi.

Também gostei bastante de "Sintonia de amor", apesar da Meg Ryan, que está até bonita, no papel. O garoto, que faz o filho do Tom Hanks, é ótimo! As referências ao filme são pontuais e super pertinentes. Trilha sonora nostálgica...

Que bom que fiz seu coração dar pulos!

Bjão,
Clé
 
Clélia,a cena,em Sintonia do Amor,em que Tom Hanks e o cunhado choram ao descrever cenas de um filme de guerra é impagável.As contantes referências foram feitas de uma maneira tão delicada,tão criativa que parece que o seu filme entrou para o inconsciente coletivo mesmo..
beijocas.
 
Olhe só a coincidência: ontem, saindo do supermercado e pensando nas cenas do filme, foi exatamente esta que me ocorreu! Primeiro, a atriz Rita Wilson (esposa de Hanks, na vida real) conta, aos prantos, porque Deborah Kerr não foi ao encontro de Cary Grant, no Empire State, aí, Hanks & Victor Garber dão o troco...
 
Não guardo nomes de personagens, por isso usei os dos próprios atores...
 
"(...)parece que o seu filme entrou para o inconsciente coletivo mesmo..."

"Meu" filme, gostei. É um dos meus preferidos, destes antigos. Você o assistiu?
 
Clélia
Se a Vivien não tem palavras, imagina eu!!!!! Eu não sou durona, sou romântica mesmo! Este filme é maravilhoso, é também um dos meus preferidos.
A música...ah, a música!!!! Acho que vou passar o resto do dia aqui.

Obrigada, querida por mais este presente!

Bjim.
 
Clelia,
Adoro esses filmes românticos. Gostaria, porém, de falar de meu carinho pela música Stardust, uma de minhas preferidas. Conheço várias gravações dela. Uma que é curiosa, em ritmo bem lento, meio country, foi cantada pelo Willie Nelson. Você conhece?
Grande beijo
 
Fique à vontade, Rosa, acampe aqui, faremos companhia uma a outra! (adorei a idéia!)

Como está a perna? E o braço? Soube do seu acidente, pelo blog. Espero que esteja melhor...

bjo,
Clé
 
Não, Lord, não conheço esta gravação, mas, claro, irei procurá-la. Se não a encontrar, em meio aos nossos discos, procurarei na Internet, em MP3. Valeu a dica e a visita!

bjo gde,
Clélia
 
Lord,

Acabo de encontrá-la, aqui. Muito legal! Piano & gaita deliciosos...
 
Clélia, belo post!
O som, então... muito bom!
E o conjunto (texto, música e imagem) ficou excepcional!
Parabéns!

Lembro do dia em que a minha tia-avó, hoje com 92, chorou quando ganhou de mim, num amigo oculto de Natal, um disco do Nat King Cole.

Eu, aos seis anos, achei que ela chorou porque não tinha gostado. Mas quando ela pôs o disco, percebi a razão da emoção. Eu, um menino, descobri a sonoridade do swing ouvindo Cachito na voz do homem.

Saudades das suas cantorias lá no Geografias.

Beijo!
 
Clélia

Vim acampar e ouvir tuas músicas enquanto visito outros blogs e alterno água fria e quente no meu pé que está melhorando. Obrigada.

Bjim.
 
Caro Diego,

Bonita a sua história/lembrança... Arnaldo colocou esta gravação, de Nat King Cole, no post que escreveu sobre a avó dele, lembra? Por coincidência, falando em avós, eu acabo de escrever um texto, sobre a minha, que partiu, ontem à tarde...

Tenho ido no Geografias, sim, mas não tenho falado, nem cantado.

Bjo gde,
Clé
 
Rosa,

Vou pegar cuia, bomba, mate & água quente, pra deixar o chimarrão, aqui do lado, pra você...

bjo,
Clé
 
Clelia,
Nossa!!!!????? a saudade bateu forte.
Céus, entrei agora, até no Cine Bandeirante em Pre. Venceslau. Mata a......, mata.
Sintonia de amor, é do meu marido, ele adora esse filme, ja assistiu mil vezes, apesar de dizer que não gosta de filmes românticos.
Bjs
 
Uma viagem ao passado, então, Mª Helena...? Eu gosto de filmes românticos!
bjo,
Clélia
 
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