domingo, março 09, 2008

 

Cinema & vídeo





Fomos assistir, no cine Jaraguá, em Campinas, "A vida dos outros" [Das Leben der Anderen, The lives of others, 2006], um filme alemão, muito bom, tenso, dramático, com a atriz Martina Gedeck, que fez também "Simplesmente Martha" [Bella Martha, Mostly Martha, 2001], com o ator italiano Sergio Castellitto, uma deliciosa história sobre gastronomia, solidão e paixão (disponível em DVD).
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Foi lançada, recentemente, uma versão americana, com Catherine Zeta-Jones & Aaron Eckhart, "Sem Reservas" [No Reservations, 2007], charmosa, vá lá, pelos protagonistas, mas não tão autêntica, sensível e delicada como a versão alemã. Vale checar as duas, assistindo, primeiro, a original.
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Os americanos têm mania de copiar filmes estrangeiros... (os tais remakes)
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Fizeram isso com o ótimo filme japonês "Dança comigo?" [Shall We Dance?, 1996], que perdeu o sentido na versão americana homônima [Shall we dance?, 2004], já pela escolha do elenco: Richard Gere, Jennifer Lopez, Susan Sarandon & Stanley Tucci. Tente encontrar a versão japonesa e assista (nem precisa comparar).
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Fizeram isso com "Cidade dos Anjos" [City of Angels, 1998], considerada versão de "Asas do desejo" [Der Himmel ünder Berlin, Wings of desire, 1987], de Wim Wenders.
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Deste último, gosto muito do ator suíço Bruno Ganz, um dos anjos, que fez a encantadora comédia romântica franco-italiana "Pão e tulipas" [Pane e Tulipani, Bread and tulips, 2000], ao lado da atriz italiana Licia Maglietta, além do ótimo "A Queda - As Últimas Horas de Hitler" [Der Untergang, 2004], no qual a caracterização dele é perfeita.
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.Mas voltando ao “A vida dos outros”, que Arnaldo também comenta em seu blog, quando pesquisava sobre o ator principal, o ótimo Ulrich Mühe, pra minha surpresa, encontrei, na FOLHA online:
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25/07/2007 - 12h58
Ator Ulrich Mühe, protagonista de "A Vida dos Outros", morre aos 54

O ator alemão Ulrich Mühe, consagrado internacionalmente com "A Vida dos Outros", vencedor do último Oscar de melhor filme estrangeiro, morreu aos 54 anos de câncer, divulgou hoje sua família.
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Ulrich Mühe morreu no domingo (22) por causa de um câncer de estômago na localidade de Walbeck, perto de Leipzig (leste da Alemanha), informou a prefeita Brunhilde Vucke.

O ator tinha falado em público sobre a doença pela primeira vez há apenas alguns dias. Mühe foi submetido a uma operação estomacal pouco depois de retornar à Alemanha da cerimônia de entrega do prêmio Oscar, realizada em fevereiro, em Los Angeles.
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Ulrich Mühe foi destaque da cena
teatral da antiga Alemanha Oriental

O Oscar de melhor filme estrangeiro dado a "A Vida dos Outros", dirigido por Florian Henckel-Donnersmarck, representou um grande triunfo para Mühe, um dos líderes da cena teatral da extinta Alemanha Oriental e uma popular figura da TV e do cinema depois da queda do Muro de Berlim, em 1989.

A história, ambientada em 1984, é protagonizada por Mühe, no papel de um agente da Stasi (a polícia secreta da Alemanha Oriental) encarregado de espionar um casal de artistas.

No filme, o próprio Mühe pôde reviver parte de sua própria biografia.

Assim como o personagem do filme descobre que sua mulher se "vendeu" à Stasi, Mühe também acusou sua ex-mulher Jenny Groellmann, atriz como ele, de ter trabalhado para a polícia secreta.

Mühe era casado pela terceira vez com a também atriz Susanne Lothar e tinha cinco filhos.

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http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u314967.shtml



Comments:
Tenho que admitir que eu sou uma super consimidora dos filmes e remakes americanos.
Não gosto de assistir filmes que não sejam em português ou em inglês. Preconceito super bobo... e sei que perco muita coisa assim, mas nunca tive muita sorte com os filmes que vi em outras línguas...
Já vi péssimos filmes japoneses de terror... Já vi também seus remakes norte-americanos... E são todos ruins...
Francês então... Outro dia aluguei um suspense que parecia sermuito bom... Coloquei no aparelho de DVD e quando começaram a falar em francês tirei e nem assisti.
então, tia, se você conhecer algum filme frncês que seja bom m indique pra ver se eu consigo mudar de idéia!
Smaaaaaack!
 
Bá, minha linda,

Que má vontade é essa com outras línguas, que não o português & inglês?!?!? Eu a-d-o-r-o a sonoridade do francês, do espanhol e do italiano, por exemplo. Japonês & alemão, pra mim, não são palatáveis, mas por não conseguir entender lhufas! Mesmo assim, não deixo de ver filmes nessas línguas, por causa disso. Aí, seria discriminação. Preconceito puro. Há ótimos filmes franceses, que você não pode perder... Farei uma listinha. Aguarde.

Bjo gde,
tia Clé
 
Bá,

Dos mais recentes, tio Arnaldo fez até comentários no seu blog (colocarei os links de acesso). Dos demais, deixarei apenas os sites de cinema, pra você ler sinopse, direção, atores, etc. (clique nos títulos dos filmes) Procure-os, na sua videolocadora. Se me lembrar de mais algum(ns), torno a escrever, ok?
bjãozão,
saudade,
tia Clé

Piaf – Um hino ao amor (2007)

(comentário tio Arnaldo)

Um lugar na platéia (2006)

(comentário tio Arnaldo)

O Albergue Espanhol (2002)

Bonecas russas (2005)

Marie-Jo e seus Dois Amores (2002)

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001)

Uma Relação Pornográfica (1999)

Delicatessen (1991)

(outro site)

O marido da cabeleireira (1990)

Este é em inglês e é imperdível (se ainda não viu, corra!!!):

Pequena Miss Sunshine (2006)

(comentário tio Arnaldo)

Isso me fez lembrar “Corra, Lola, Corra!” (1998), um frenético filme alemão. Assistiu?

(outro site)

Mas não deixe de ver "Simplesmente Martha". Irá adorá-lo, eu sei. (mesmo já tendo assistido o remake americano)

"Shall we dance?", em japonês, é ótimo! Assista...

"Pão & tulipas", em italiano, é delicioso! Saboreie...

(perca seus preconceitos!)
 
Uau! Bendita sobrinha! Por causa dela conseguimos uma lista de filmes ótimos.
Adorei o "Dança comigo", vou tentar conseguir o japonês. E já copiei tua lista. De minha parte obrigada.
Bjim pras duas.
 
Pegou uma carona, então, Rosa? Legal! (a lista, acho, aumentará, um pouquinho...)
'Tá melhor?

bjo,
Clé
 
Bá,

Tio Arnaldo lembrou-se de + dois ótimos filmes franceses (a lista está aumentando!):

Herói por acaso (2002)

A voz do coração (2004)

bjossssssssss,
tia Clé
 
O pior é que, na maioria das vezes, os americanos, ao fazer estes remakes, não dão o devido crédito à obra original. É como se elas nem mesmo existissem.
 
Eu até que sou bem vendidinha ao cinemão,gosto,vejo,coisa e tal.
Mas em uma coisa sou rdical;quando os caras resolvem refilmar...como os exemplos que vc deu...não dá realmente para digerir.
Ou melhor..a preocupação em ser palatável é tão grande que se torna insuportável!
Asas do desejo virou aquiiiilo,uma pseudo historinha de amor,credomilvezes.
Alguns filmes,como A Casa dos Espiritos,a despeito dos atores de primeiro time,realmente não conseguem captar a magia da história.
beijos.
 
É verdade, amor. Bem observado.
 
Sua observação é perfeita, Vivien: "(...) a preocupação em ser palatável é tão grande que se torna insuportável! não dá realmente para digerir."

Mas, mais que isso: eles conseguem descaracterizar totalmente os filmes, senão a história, os personagens. "Shall we dance", por exemplo, torna-se inverossímil, tendo como protagonistas Richard Gere (que não consegue deixar de ser lindo e charmoso) & Jennifer Lopez (aquele mulherão cobiçável!). No original japonês, eles são pessoas absolutamente desinteressantes, entediadas com suas vidas, amargas, frustradas... E isto é que dá sentido à história. Cadê a similaridade??? Susan Sarandon também não convence como uma dona de casa comum, sem grandes ambições ou realizações. São detalhes fundamentais, que os americanos não preservam em suas adaptações. Desprezam, na verdade. Colocam stars nos papéis principais para atrair público/bilheteria. É comércio, não arte.

Assisti, há muito tempo, "A Casa dos Espíritos", com Jeremy Irons, Meryl Streep, Glenn Close, Winona Ryder, Antonio Banderas, Vanessa Redgrave & o ótimo Armin Mueller-Stahl, mas não li o livro de Isabel Allende, no qual foi baseado. Preciso fazê-lo e rever o filme.

Valeu a visita...

Bjo gde,
Clé
 
Clélia,leia e vc vai ver o que fizeram...tsc..tsc...e conseguem estragar a obra mesmo colocando atores com esse calibre.Incrivel.
beijão pra vc.
 
Clélia

Hoje é Dia do Blogueiro e eu vim desejar que seja muito feliz pra ti!
Bjim.
 
Jamais soube que esses filmes tinham seus "originais". O Achados está virando serviço cultural de utilidade pública!

Bjo!
 
Rosa, já fui lá no seu blog retribuir a visita...
bjo,
Clé
 
Diego,

Menos, menino, menos... Não é tudo isso aí, não!

bjo,
Clé
 
É, sim! E o melhor de tudo... É espontâneo. É, sem ter nascido pra isso. A surpresa, nestes casos, cria um tempero especial para as visitas casuais.

Bjo!
 
Pôxa, Diego, nem vou contestar... Adorei que veja assim! Valeu.

bjão,
Clé
 
Exceto pelo original de Cidade do s anjos - que eu procurei mas não achei na época, assisti todos os citados, originais e remakes. De fato não são comparação os novos filmes. No caso de Shall we dance então, um desastre, o filmes japones é lindíssimo, o americano só mesmo pra sessão da tarde.Outro que pode ser acrescentado é Nikita que virou - se não me engano muito - A profissional, tb bem aquém do de Luc Besson. Mas a lista é grande , é só pensar com calma que a memória ajuda.
Bom este blog. Abraço
 
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